Como não escolher um bom orientador

Eu tive o privilégio de ter sido orientado no meu doutorado por um renomado cientista e uma grande pessoa.  Mas H. Eugene Stanley na verdade foi meu terceiro orientador.   Meus primeiros dois orientadores também foram muito bons e só mudei de orientador por motivos puramente profissionais.  Eu tive portanto muita sorte em ter tido excelentes orientadores.

Nem todos têm tanta sorte, infelizmente. Ao longo dos anos já vi muitos alunos sofrerem desnecessariamente.  Alunos excelentes acabaram destruindo suas carreiras. Mentes independentes foram subjugados ao ponto de virarem servos intelectuais de seus orientadores.  Estudantes apaixonados pela ciência acabaram por perder a paixão pelo conhecimento, estudo e pesquisa.  Sempre que um caso desses chega ao meu conhecimento, fico triste.   Este artigo é minha contribuição para tentar ajudar os alunos a evitar esse tipo de tragédia.  Espero que seja útil.

Sinais de que você escolheu o(a) orientador(a) errado(a):

1. Seu orientador mente. A mentira em si já é algo muito grave. O orientador que mente para os orientandos, ou de forma geral, também mente cientificamente. Se afaste de um potencial orientador mentiroso que pode te levar junto para um artigo científico fraudulento.

2. Seu orientador fala mal de outros professores, pesquisadores ou alunos. Um bom orientador nunca precisa falar mal dos outros. Lidera via exemplo. Se você já ouviu seu orientador falar mal de outro professor, pesquisador ou aluno, isso é um sinal de alerta.

3. Seu orientador te humilha ou humilha outras pessoas. Esse comportamento acaba minando a autoestima do aluno e inflando o ego do orientador. É um sinal de insegurança pessoal.

4. Seu orientador quer que você evite conversar com outros professores e tenta te isolar.  Se seu orientador não gosta que você converse com outros professores, então ele é muito inseguro.  Essa insegurança vai acabar atrapalhando a orientação.

5. Quando você sugere uma ideia nova, seu orientador sempre joga areia em vez de encorajar a iniciativa. Claro, se a ideia não for boa é dever do orientador criticá-la construtivamente. Mas jamais um bom orientador vai querer minar a iniciativa. Sempre vai primeiro parabenizar o aluno pela iniciativa e só depois explicar ao aluno porque a ideia não é boa.

6. Seu orientador não deseja que você colabore com outros pesquisadores. Isso é um péssimo sinal também. Eu por exemplo sempre encorajo meus orientandos a colaborar com outros pesquisadores, mesmo sem minha participação.

7. Seu orientador se interessa pela sua vida pessoal demasiadamente. Não é normal um orientador ficar “pastorando” o aluno em sua vida pessoal ou nas redes sociais, etc. Se existir a possibilidade de uma atração sexual entre orientador e orientando, pior ainda. Os tempos mudaram. Certos comportamentos que eram aceitos em décadas passadas não são mais. Um “rolê” ou relacionamento vai pegar mal tanto para o orientando(a) como para o orientador(a).

8. Seu orientador manipula suas emoções, seja via críticas seja pedindo desculpas posteriormente. Um manipulador jamais vai priorizar o bem do aluno profissionalmente, pois ele está mais preocupado consigo mesmo do que em orientar.

9. Seu orientador não te ajuda a finalizar os artigos nem demonstra preocupação em finalizar os trabalhos. Esse tipo de orientador acha que cabe ao aluno fazer tudo, sem entender que é papel do orientador ajudar o aluno a preparar o artigo e fazer a submissão. Claro, o aluno deve tentar se tornar independente, mas isso vem com o tempo. Inicialmente, o papel mentor do orientador é importante.

10. Seu orientador quer te usar como terapeuta, desabafando sobre seus problemas e tomando teu tempo e energia com sua vida pessoal. O orientador sabe que ele pode ir a um terapeuta profissional.  Não é correto ou ético se aproveitar de um aluno desta forma. É melhor se afastar logo deste tipo de orientador carente.

11. Seu orientador se autoelogia frequentemente. O orientador que acha que apenas o trabalho dele é de qualidade e que se autoelogia, ou cobra elogio dos outros, pode ser um egocêntrico patológico. Ele, por vaidade, nunca vai aceitar que o orientando possa ser mais competente do que ele. Pode até prejudicar propositalmente o orientando para que o seu talento não seja notado.

12. Seu orientador quer controlar seu tempo mesmo nos feriados e finais de semana, etc. Um orientador profissional sabe separar a vida pessoal da vida profissional. Jamais tentará invadir sua vida pessoal.

13.  Seu orientador nunca admite que está errado, mesmo quando está óbvio que ele errou. Isso é um sinal de arrogância e insegurança. Esse tipo de pessoa tende a preferir culpar o aluno pelos seus próprios erros. Quem paga o preço é o coitado do orientando.  Melhor você procurar outro orientador rapidamente, antes que sua carreira seja destruída.

Se você vai escolher um orientador ou trocar de orientador, sugiro 3 regras:

1. Fale com seus outros orientandos e ex-alunos, ex-pós-docs, colaboradores, etc, para saber como é sua personalidade e estilo de trabalho.

2. Veja seu CV e seus trabalhos no Google Scholar, Web of Science, etc.  Um bom pesquisador não trabalha apenas pegando carona nos artigos dos outros, mas publica artigos onde ele é o autor principal.  Não é boa ideia escolher um pesquisador fraco para te orientar.

3. Veja como estão empregados seus ex-alunos. Se a maioria está subempregada, evite escolher essa pessoa. Por outro lado, se eles estão bem empregados ou tendo sucesso profissional então isso é um ótimo sinal.

Boa sorte!


Agradeço Aline Viol pelas discussões e por motivar a escolha do tema.

Nature endorses Lula over Bolsonaro

Source: https://doi.org/10.1038/d41586-022-03388-y


There’s only one choice in Brazil’s election — for the country and the world

A second term for Jair Bolsonaro would represent a threat to science, democracy and the environment.

When Brazil elected Jair Bolsonaro as its president four years ago, this journal was among those that feared the worst. “The election of Jair Bolsonaro is bad for research and the environment,” we wrote (Nature 563, 5–6; 2018).

A populist and a former army captain, Bolsonaro charged into office denying science, threatening Indigenous peoples’ rights, promoting guns as a solution to security concerns and pushing a development-at-all-costs approach to the economy. Bolsonaro has been true to his word. His term in office has been disastrous for science, the environment, the people of Brazil — and the world.

This weekend, Brazilians will go to the polls in the second round of one of the country’s most important elections since the end of the military dictatorship in 1985. Bolsonaro is standing for re-election for the Liberal Party. His opponent is Luiz Inácio Lula da Silva, the Workers’ Party leader who was president for two terms between 2003 and 2010. In the first round of the election, held on 2 October, Lula beat Bolsonaro into second place, but by an unexpectedly narrow margin. He failed to win an overall majority, forcing the two into a run-off election.

Bolsonaro’s record is eye-popping. Under his leadership, the environment has been ravaged as he rolled back legal protections and disparaged Indigenous peoples’ rights. In the Amazon alone, deforestation has nearly doubled since 2018, with yet another increase expected when Brazil’s National Institute for Space Research releases its latest deforestation data in the coming weeks.

Like his populist former US counterpart Donald Trump, Bolsonaro ignored scientists’ warnings about COVID-19 and denied the dangers of the disease. Bolsonaro also undermined vaccine programmes, questioning the safety and effectiveness of the jabs. More than 685,000 people in Brazil have died from COVID-19. The economic crisis that followed the pandemic hit Brazilians hard.

Other similarities have been drawn between Trump and Bolsonaro — both have sought to undermine the rule of law and slash the powers of regulators.

Funding for science and innovation was waning when Bolsonaro took office, and has continued to fall under his leadership, to the point that many federal universities are struggling to keep the lights on and buildings open. Science and academia served as easy foils in an anti-elite offensive that mirrored the culture wars of the United States.

This contrasts with the situation around a decade or so before he came to power, when the Workers’ Party made big investments in science and innovation, strong environmental protections were in place and educational opportunities were expanded. Furthermore, thanks in part to a massive cash-transfer system for the poor, called Bolsa Família, people on low incomes saw gains in wealth and opportunity.

Brazil brandished its reputation as an environmental leader by ramping up environmental law enforcement and curbing deforestation in the Amazon by around 80% between 2004 and 2012. For a time, Brazil broke the link between deforestation and the production of commodities such as beef and soya beans, and it looked as if the country could pioneer its own brand of sustainable development. Much of that progress has since been undone.

In contrast to Bolsonaro, Lula has not sought to fight researchers. He has pledged to achieve ‘net zero’ deforestation and protect Indigenous lands if elected. But Lula is not without baggage. He spent 19 months in jail as a result of a corruption investigation that implicated government officials, including Workers’ Party leaders. But in 2019, the Brazilian supreme court determined that Lula and others had been improperly imprisoned before their appeal options had been exhausted. Lula’s convictions were annulled in 2021, clearing the way for him to run for president again.

No political leader comes close to anything like perfect. But Brazil’s past four years are a reminder of what happens when those we elect actively dismantle the institutions intended to reduce poverty, protect public health, boost science and knowledge, safeguard the environment and uphold justice and the integrity of evidence. Brazil’s voters have a valuable opportunity to start to rebuild what Bolsonaro has torn down. If Bolsonaro gets four more years, the damage could be irreparable.

Nature 610, 606 (2022)

doi: https://doi.org/10.1038/d41586-022-03388-y


 

Ciência, Tecnologia e Inovação COM LULA!

Fonte: https://cienciacomlula.observatoriodoconhecimento.org.br/


Nós, cientistas, professores, pesquisadores, técnicos, empresários, trabalhadores, servidores, pós-graduandos e gestores, que atuam em ciência, tecnologia e inovação (CT&I), nos manifestamos pela eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República Federativa do Brasil. Fazemos isto por termos certeza de que Lula fará um governo democrático, com avanços sociais e a recuperação econômica do País. Temos clareza que a eventual continuidade do péssimo governo do presidente Bolsonaro nos levará a um desastre maior do que o atual.

Ao longo dos 4 anos de governo, Bolsonaro se destacou pelo negacionismo em relação à ciência, atuando contra as vacinas e a proteção individual, além de incentivar remédios ineficazes. Tais ações foram corresponsáveis por uma parcela significativa das centenas de milhares de mortes na pandemia. Bolsonaro promoveu um processo de desmonte da CT&I no Brasil, reduzindo drasticamente os recursos para esta área, bem como para a educação, e desviando fundos legalmente destinados a ela para interesses eleitoreiros e orçamentos secretos. Presenciamos nos últimos anos, a evasão de muitos de nossos jovens que abandonaram o país em busca de melhores condições de estudo e trabalho. Seu governo atuou contra a liberdade de pesquisa e a transparência da gestão pública ao promover demissões e perseguições a pesquisadores que divulgavam dados importantes sobre o meio-ambiente, a saúde e a economia do país. A sua política deliberada de destruição do meio ambiente levou a um crescimento enorme no desmatamento, a ameaças às terras indígenas e conduziu o país a um triste recorde internacional. Em consequência das ações do governo, a imagem do Brasil no exterior foi profundamente afetada, prejudicando o comércio e as cooperações internacionais. As ameaças constantes à democracia e aos direitos individuais, o grande aumento do desemprego, o crescimento da fome, que atinge agora 33 milhões de pessoas, e a deterioração acentuada das condições de vida da população brasileira são o legado trágico de uma política de governo que o país deve, agora, derrotar democraticamente.

Como Presidente da República, Lula agiu sempre de forma democrática e o bom desempenho de seu governo foi reconhecido pela população: no final do seu mandato, tinha 87% de aprovação. O Brasil atingiu a posição de sexta economia do mundo (hoje caiu para o 12o lugar) e o PIB por pessoa foi o maior da nossa história. A dívida externa foi toda paga e o país acumulou reservas de centenas de bilhões de dólares. Havia pleno emprego e o Brasil foi retirado do Mapa da Fome. A CT&I teve um grande impulso, assim como a educação, com aumento substancial de recursos e planejamento adequado, alcançando patamares bem mais altos que os atuais. Houve a criação e expansão de muitas universidades e institutos federais e ampliou-se o acesso de milhões de jovens ao emprego e às escolas e universidades. As ações de inclusão social beneficiaram milhões de pessoas.

As propostas de Lula para o próximo governo recuperam e ampliam em muito o que seu governo anterior realizou. Pontos essenciais serão a recuperação econômica do país, a melhoria do sistema educacional e da saúde pública, a extinção da fome e a preocupação com o meio ambiente e com uma agricultura sustentável. Em seu programa, Lula planeja o aumento e a continuidade de recursos para CT&I e educação – vistos não como gastos, mas como investimentos – e o estímulo à pesquisa básica e à inovação tecnológica e social. Será dado destaque à valorização das bolsas de estudo e à criação de oportunidades de trabalho para os jovens que querem se dedicar à CT&I no País, oferecendo futuro a eles e à Nação.

Por essas razões apoiamos a eleição de Lula para a Presidência do Brasil. Votar nele significa também se juntar a uma ampla aliança de democratas para salvar o País do autoritarismo. Como profissionais da CT&I, setor crucial para a inserção do Brasil no mundo contemporâneo, declaramos a nossa firme disposição de colaborar para a recuperação econômica e para um desenvolvimento sustentável e socialmente mais justo do país. Por um Brasil mais rico e menos desigual, no qual a educação, a ciência e a saúde sejam instrumentos essenciais para o desenvolvimento econômico do país e para a melhoria das condições de vida de todos os brasileiros e brasileiras, votamos Lula!

Veja quem já assinou e assine aqui

Liacir Lucena

É com profunda tristeza que fiquei sabendo, no dia 14/09/2022, do falecimento do professor Liacir dos Santos Lucena, fundador do Departamento de Física da UFRN.

Liacir foi meu contato em 03/1997 para uma visita à UFRN quando eu ainda era aluno de doutorado em Boston. Alguns meses depois em 10/1997, comecei um pós-doutoramento sob supervisão de Liacir, com uma bolsa (DCR) do CNPq. Fui bolsista sob Liacir até 02/1999, quando fui contratado como professor na UFAL em Maceió–AL.

Depois de mais de uma década durante o qual sempre mantive contato, um dia Liacir me telefonou em 2010 para me informar sobre um edital para concurso na UFRN para o cargo de professor titular de Física. Passei no concurso e voltei então para Natal.

Liacir portanto me ajudou a ir para Natal duas vezes! Uma vez em 1997 e de novo em 2010!

No ano 2011, para comemorar o aniversário de 70 anos de Liacir, meus colaboradores Marcos da Luz (UFPR) e Ernesto Raposo (UFPE) e eu organizamos uma conferência em sua homenagem. A conferência comemorou também o aniversário de 70 anos de H. Eugene Stanley. Aqui está um PDF da página do evento. O livro com alguns trabalhos apresentados pode ser encontrado neste link. Aqui está um vídeo do evento.

Segue abaixo uma nota de falecimento assinado por alguns outros amigos de Liacir.

-Gandhi


Nota de Falecimento do Prof. Liacir dos Santos Lucena

Prezados,

Lamentamos informar o falecimento, ontem dia 14/09/22, do colega e amigo Liacir dos Santos Lucena, Prof. Emérito do Departamento de Física Teórica e Experimental (DFTE) da UFRN.

Nascido em 1941 e concluinte da 1ª turma de Engenharia Civil da UFRN (1964), Liacir logo se integrou às atividades acadêmicas e, juntamente com o Prof Juarez Pascoal de Azevedo e mais alguns colegas, comandou as iniciativas que culminaram com a criação e consolidação do DFTE/UFRN, onde permaneceu por toda a sua vida profissional.

Pioneiro inconteste da Física no Estado, e dotado de incrível capacidade de iniciativa, Liacir foi o responsável maior pelas primeiras atividades consistentes de Ensino, Pesquisa e Extensão dessa área científica, no território potiguar.

O Prof. Liacir realizou seu Mestrado na PUC/RJ sob a orientação do Prof. Erasmo Ferreira em Física Teórica. Retornando a Natal, iniciou o primeiro projeto científico apoiado pelo CNPq na Instituição, sobre “Cintilações Ionosféricas”, em colaboração com a Força Aérea Americana.

Posteriormente realizou seu Doutorado em Mecânica Estatística na Universidade de Boston e, desde então, comandou ou colaborou com todas as iniciativas ocorridas na área de Física, tais como a implantação da Pós-Graduação, a conexão com outras áreas, como Petróleo, a criação do Instituto Internacional de Física e o estabelecimento de uma ampla rede de colaboração com Pesquisadores e Instituições Nacionais e Estrangeiras de renome.

Foi também gestor acadêmico em diferentes níveis, de chefe de Departamento a Pró-Reitor de Pós-Graduação, e recebeu inúmeros e merecidos destaques por sua excepcional trajetória sendo, em 2008, agraciado com a Ordem Nacional do Mérito Científico, no grau de Comendador.

Sua inigualável motivação para atrair estudantes, planejar, viabilizar e operacionalizar políticas e ações Institucionais foi o fator maior de desenvolvimento da Física no RN.

Seu talento como Professor, Gestor, Pesquisador e Divulgador Científico, aliados à sua vasta cultura, o tornaram fonte de inspiração para gerações de jovens estudantes.
Na qualidade de seus estudantes, colegas e amigos, registramos o papel seminal desempenhado pelo Prof. Liacir no desenvolvimento educacional, científico e cultural
de nossa região e nossa gratidão pela longa convivência.

Ananias Monteiro Mariz, Ezequiel Silva de Sousa e Luciano Rodrigues da Silva (DFTE/UFRN)
em nome do Departamento de Física Teórica e Experimental (DFTE) da UFRN

Atenciosamente,
Joao Medeiros

The principle of equal a priori probabilities works even when probabilities are not a priori equal

A priori probabilities are those that can be known solely through reasoning. The principle of equal a priori probabilities holds that, absent information to the contrary, every possible event can be taken to be equally likely. The principle is especially important in equilibrium statistical mechanics, where it is used to calculate averages over the energy surface for a classical Hamiltonian system without prior knowledge of the exact trajectory in phase space. It is well known that for ergodic systems the principle is valid. What is less widely known is that the principle can work even for non-ergodic systems. Indeed, an alternative approach to justifying the use of the principle is via the application of the maximum entropy principle. (My personal understanding of the subject was much influenced by Jaynes.)

In this post I wish to draw attention to an issue that many students find somewhat puzzling or even counterintuitive, namely, that the principle of equal a priori probabilities works even when probabilities are a priori unequal! That’s right, unequal!

Consider a roll of the dice. Let us choose the common 6-faced die. If the die is fair, in other words unbiased, then the probability p of rolling, say, a 3 is exactly p(3)=1/6. And indeed, this is exactly the same result as if we use the principle of equal a priori probabilities: there are 6 faces and if the probabilities are equal then each face must have a probability of 1/6 exactly.

Now consider “loaded dice.” Let us assume that you know a priori that the die is not fair. Let us assume that there is a 90% chance of landing one of the given numbers 1,2,\ldots,6. So the probability of landing the other 5 numbers add up to 10%. Let us assume that each of these 5 other numbers has a 2% chance.  Clearly, the probabilities p(n) for n=1,2,\ldots,6 are unequal.  Let us call the privileged number with the 90% chance to be m.  Then, for  n=1,2,\ldots,6,

p(n) = \left\{\begin{array}{ll} 0.9 & n=m \\ 0.02 & n\neq m~. \end{array}  \right.

Now let us say that you wish to calculate p(3), but without knowning the value of m.  Obviously, if you knew m then either p(3)=0.9 or else p(3)=0.02, depending on whether or not m=3.  But let us assume that you do not know the value of m. Then what?

In this case, we must consider all possible values of m and do the calculation over the whole sample space.  The calculation is easily done by splitting the contribution to the expected of p(3)  value into 2 parts, where the 1st part is the case m=3 and the second part the case m\neq 3:

p(3) = {1\over 6}\left(0.9+  \sum^6_{m\neq 3} (0.02) \right)~.

Evaluating, we get

p(3) = {1\over 6}\left(0.9+  \sum^6_{m\neq 3} (0.02) \right)  = {1\over 6}\left(0.9+  0.1 \right) = {1\over 6}~.

Notice that you get the same answer as before!  If you do not know m, the probability to land a 3 is the same for loaded dice as it is for fair dice.

This simple example illustrates the power of the principle of equal a priori probabilities. Remarkably, it is an excellent heuristic even when the underlying probabilities are not in fact equal!